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Posts Tagged ‘turismo rural no RN’

Trip ApN da Semana Santa, na Comunidade Garganta (14 a 16 de abril).

A Comunidade Garganta está localizada entre Florânia e Jucurutu-RN e está cercada de belezas naturais por todos os lados, principalmente na época das chuvas, já que o verde se faz presente nas grandes e lindas serras da região.

No primeiro dia, fizemos um breve reconhecimento de área, próximo ao local que montamos acampamento, na área externa à casa da família de Seu Antônio, uma pessoa com uma história de vida emocionante. Seu filho, Iran, foi a pessoa que nos deu um grande suporte sobre algumas informações sobre a região. Os filhos de Iran, Ian (12 anos) e Iara (9 anos), foram nossos guias na trilha que fizemos no sábado, para conhecer umas cachoeiras localizadas a 5 km do local onde estávamos. Entre trilhas fechadas, rios secos e atalhos (nem sempre os melhores caminhos… Rsrrsrs…), Chegamos às cachoeiras, que estavam com pouca água e, por isso, com aspecto “barrento”, mas o banho foi excelente! Todos imaginando como seria aquele local com mais água.

À noite teve apreciação da Via Láctea, da Lua, (que estava toda banhada de sensualidade), com direito à vinho gelado, fogueira, música e conversas que proporcionavam risadas fartas. Uma noite realmente INESQUECÍVEL!!!

No dia seguinte, entre várias tentativas de decidir o que fazer (entre 09:00 e 11:00), quando já pensávamos que não iríamos fazer mais nada, já que teríamos que voltar para Natal naquele dia (domingo), Formiga sugeriu fazermos o trajeto que ele havia sugerido que fizéssemos no dia anterior, mas que não fizemos porque seguimos a sugestão dos moradores. Quando a expectativa era de que não ia ter mais nada fantástico, eis que surge uma trilha com paisagens de tirar o fôlego (literalmente). É impressionante como toda vez que paramos para apreciar aquela paisagem, era surpreendente. Parecia as paisagens de Minas Gerais, com várias serras, formando imagens belíssimas na imensidão do verde farto presente naquele Seridó de meu Deus. Fomos até uma casa que fica na Serra Nova, onde pode ser um possível ponto de apoio em alguma próxima trip. Fizemos um reconhecimento de área, aos arredores, com direito a lanchinhos do lado do açude e depois de algumas fotos e conversas, voltamos, apreciando novamente toda aquela beleza diante de nossos olhos. Beleza tão grande que faz com que todo o cansaço físico seja compensado pela riqueza emocional proporcionada pelas curvas da natureza. Chegamos já de tardezinha na casa de Iran e ficamos sabendo que até promessa Dona Iraci (esposa de Seu Antônio) tinha feito.
E assim foi a nossa trip da Semana Santa. Como toda trip, cheia de surpresas!!!

Adja Medeiros

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A próxima oportunidade de curtir uma viagem com foco na troca de experiências do viajante com a cultura local e suas especificidades está programa para dezembro.

Um destino belo de serra, um bate papo com professor, poeta e pesquisador Plínio Sanderson e mais a assistência didática e palestra sobre fotografia, fazem deste projeto de expedições, oportunidades únicas de conhecer lugares e voltar com algo mais para contar.

Estamos divulgando o cadastro de interesses para você se inscrever na expedição a Monte das Gameleiras.

 

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Na scarpa da Borborema a aproximadamente 500 metros de altitude um conjunto de belas formas naturais estão guardadas para nós. Fomos lá conferir, e encontramos um lugar aconchegante, belo, de clima agradável e paisagens deslumbrantes.

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É verdade que a estrada não é legal, apesar da pouca distância da capital, aproximadamente 140 km (dependendo da rota). A estrada no trecho da RN 093 está repleta de buracos, por onde fomos e no trecho RN 003 por onde voltamos.

A região é de características secas, devido a um fenômeno conhecido como região de sota vento, que recebe nuvens do brejo de Araruna já sem forças e por isso com pouco poder de precipitação, que é ainda mais prejudicada pelas características de solo rochoso de granito, ficando impossível a perfuração de poços. Por outro lado, é por estas dificuldades a prefeitura mantem um tanque em meio as rochas para reserva de água, que por si só já é uma atração para se conhecer, pela bela forma e paisagem do entorno do tanque, um deleite para os olhos.

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Borborema, a região que ninguém habita, em tupi, já não atende a seu significado com tanta precisão, porém guarda em suas formações rochosas, serras, vegetação, lugares de belezas e possibilidades de experiências impares.

O lugar chamado Monte das Gameleiras de onde pode avistar as cidades de Campestre, Tangará, Eloi de Souza e Araruna, é um enorme conjunto de mirantes naturais de acesso por trilhas diversas, de pequeno grau de dificuldade em sua maioria, porém, com boas opções para os mais aventureiros.

As possibilidades de desfrute é grande, pode-se fazer trilhas a pé, bicicleta, passeios a cavalo, rapel, escalada, e conhecer cavernas. Há também a possibilidade de um encontro com a natureza na sua mais antiga forma, em inscrições rupestres, que datam entre seis e nove mil anos e marcam a ocupação do lugar pelos índios Cariris. Índios que ainda hoje tem descendentes na região do Mendonça do Amarelão em João Câmara.

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As inscrições rupestres estão próximas a cidade, 2km de distância, mas, não há sinalização indicativa adequada para chegar lá, o que exige um pouco de esforço para obter as informações, ou buscar apoio de guias locais. Para se ter uma ideia da importância histórica geográfica da região, as inscrições encontradas em Monte das Gameleiras datam mais antigas, três mil anos do que as de Lajedo de Soledade.

No quesito infraestrutura de hospedagem, há diversas pousadas com destaque para a pousada Pedra Grande onde ficamos hospedados. A pousada é construída em um conceito arquitetônico da Holanda e tem um belo e imponente moinho de vento, que faz do lugar um atrativo de contraste em meio as paisagens serranas. O serviço é muito bom, de boa culinária e um café da manhã bem servido. A hospedagem de doze apartamentos é confortável, mas não oferece TV, frigobar e interfone, mas afinal para quê, se o legal do lugar é ficar mesmo o mais desconectado possível do mundo urbano? Por outro lado pode se usar sinal de internet wifi, um pouco deficiente mas, suficiente para conferir os sinais de fumaça digital (rs). No restante a pousada tem piscinas e restaurante que oferece programação musical frequente para hospedes e público externo. Animais circulando pelas áreas de convivência e jardins também se tornam uma atração à parte.

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_DSC6285Outra boa pedida é comer no restaurante Galinha da Serra, ambiente acolhedor, boa comida e atendimento além de uma varanda para uma vista incrível. O restaurante fica na beira da estrada antes da cidade e da pousada Pedra Grande. Há também o Lá na Roça que serve uma comida saborosa a exemplo da galinha caipira de excelente tempero. Este fica pouco antes da cede da cidade, também na margem direita sentido Monte das Gameleiras.

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Vista do restaurante Galinha da serra.

Texto e fotos: Vlademir Alexandre

Obs. Agradecimentos ao professor Plínio Sanderson que contribuiu com várias informações, um defensor do desenvolvimento na região.

 

 

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Acredito que há uma tendência a interiorização do turismo no estado, muito embora seja patente o desordenamento das iniciativas apresentadas. Mesmo assim, há pontos muito positivos observados em muitas dessas ações. Uma das coisas que mais me chama a atenção, a partir das atividades que costumo participar, é o clamor dos mais diveros atores: das comunidades, dos municípios e dos territórios, para serem “explorados” turisticamente. Em todo o estado existem vários relatos de efetivos e potenciais roteiros e lugares turísticos, que já estão mais ou menos estabelecidos. Ao observar algumas dessas ideias  percebo como temos coisas surpreendentes! São muitas as possibilidades. Elas indicam a diversidade da nossa riqueza , seja no que tange ao patrimônio histórico, seja no que se refere aos aspectos  naturais. São enormes potencialidades turísticas que podem ser despertadas. Mas, o mais surpreendente é o que a nossa gente tem para nos contar. Isso, sem dúvidas, é o maior patrimônio. Agricultores, assentados, pescadores, quilombolas, remanescentes indígenas, moradores de médios e pequenos municípios, em todos os cantos do estado há uma cultura  inestimável, diversa e rica. Sentir os relatos desse povo, por si,  já viabiliza qualquer ideia de roteiro. Os assentamentos, por exemplo, são um repositório excepcional de boa parte do que foi citado. Eles ajudam a compeensão da história: do ciclo do gado, do algodão, da carnaúbua, do agave, do cangaço, da fruticultura, do coronelismo e de tantas outras coisas, além de contar a respeito do processo de luta dessa gente por um pedaço de chão. Assim, que tenhamos um ano muito bom. Que realizemos os nossos sonhos, especialmente, ajudando a concretizar o sonho de muitas outras pessoas.

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