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Archive for the ‘Além do mar…’ Category

A região conta com aproximadamente 80 cachoeiras, 40 abertas a visitação como esta, a cachoeira dos Garcias.

Com a nascente mais alta do Brasil (2.450 metros de altitude), Aiuruoca tem se destacado por suas belas cachoeiras e por ser um convite ao relaxamento.

Localizada no Sul de Minas ao pé do Pico do Papagaio, em uma região de relevo bastante acidentado, o lugar proporciona belas paisagens em meio às montanhas e suas mais de 80 cachoeiras. O acesso à Aiuruoca partindo de Belo Horizonte, são 419 km e pode ser feito pela rodovia BR-381 e BR 267.

Ainda pouco conhecida, a cidade que conta com pouco mais de 6 mil habitantes, faz parte do Circuito Turístico Terras Altas da Mantiqueira, sendo considerado um dos melhores lugares para o turismo de aventura.

O visitante pode se hospedar na cidade ou escolher uma das pousadas situada nos arredores da cidade, com destaque para o Vale do Matutu, cujo acesso dá-se por uma estradinha de terra emoldurada de um lado pela Cabeça do Leão e do outro pelo Pico do Papagaio, formações rochosas que se destacam no caminho. Mais a frente tem uma alameda de eucaliptos margeando parte do percurso.

Antes de chegar ao Vale do Matutu o visitante passará por algumas belas pousadas. Já no Vale o destaque é a simplicidade do lugar, a hospitalidade e a beleza. Não se trata de uma mera hospedagem, mas de vivenciar uma experiência. O Casarão Matutu, antiga sede de uma fazenda, se encarrega de fornecer as primeiras informações. Lá o visitante poderá contratar guias, obter informações sobre as pousadas, cachoeiras e restaurantes existentes no local. Se tiver a oportunidade de ir no feriado, pode apreciar o Café da Roça, que funciona no Casarão Matutu, assim como o Paiol, uma loja de artesanato com peças do artesanato local.

No Vale do Matutu, algumas pousadas tem como transporte de malas a tração animal devido a distância até a pousada só possível de ser percorrida a pé.

Na entrada da reserva, o casarão Matutu, antiga sede de uma fazenda.

 

Cachoeira das Fadas no Vale do Matutu.

 

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Trip ApN da Semana Santa, na Comunidade Garganta (14 a 16 de abril).

A Comunidade Garganta está localizada entre Florânia e Jucurutu-RN e está cercada de belezas naturais por todos os lados, principalmente na época das chuvas, já que o verde se faz presente nas grandes e lindas serras da região.

No primeiro dia, fizemos um breve reconhecimento de área, próximo ao local que montamos acampamento, na área externa à casa da família de Seu Antônio, uma pessoa com uma história de vida emocionante. Seu filho, Iran, foi a pessoa que nos deu um grande suporte sobre algumas informações sobre a região. Os filhos de Iran, Ian (12 anos) e Iara (9 anos), foram nossos guias na trilha que fizemos no sábado, para conhecer umas cachoeiras localizadas a 5 km do local onde estávamos. Entre trilhas fechadas, rios secos e atalhos (nem sempre os melhores caminhos… Rsrrsrs…), Chegamos às cachoeiras, que estavam com pouca água e, por isso, com aspecto “barrento”, mas o banho foi excelente! Todos imaginando como seria aquele local com mais água.

À noite teve apreciação da Via Láctea, da Lua, (que estava toda banhada de sensualidade), com direito à vinho gelado, fogueira, música e conversas que proporcionavam risadas fartas. Uma noite realmente INESQUECÍVEL!!!

No dia seguinte, entre várias tentativas de decidir o que fazer (entre 09:00 e 11:00), quando já pensávamos que não iríamos fazer mais nada, já que teríamos que voltar para Natal naquele dia (domingo), Formiga sugeriu fazermos o trajeto que ele havia sugerido que fizéssemos no dia anterior, mas que não fizemos porque seguimos a sugestão dos moradores. Quando a expectativa era de que não ia ter mais nada fantástico, eis que surge uma trilha com paisagens de tirar o fôlego (literalmente). É impressionante como toda vez que paramos para apreciar aquela paisagem, era surpreendente. Parecia as paisagens de Minas Gerais, com várias serras, formando imagens belíssimas na imensidão do verde farto presente naquele Seridó de meu Deus. Fomos até uma casa que fica na Serra Nova, onde pode ser um possível ponto de apoio em alguma próxima trip. Fizemos um reconhecimento de área, aos arredores, com direito a lanchinhos do lado do açude e depois de algumas fotos e conversas, voltamos, apreciando novamente toda aquela beleza diante de nossos olhos. Beleza tão grande que faz com que todo o cansaço físico seja compensado pela riqueza emocional proporcionada pelas curvas da natureza. Chegamos já de tardezinha na casa de Iran e ficamos sabendo que até promessa Dona Iraci (esposa de Seu Antônio) tinha feito.
E assim foi a nossa trip da Semana Santa. Como toda trip, cheia de surpresas!!!

Adja Medeiros

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O Cavalo Marinho é um folguedo cênico pernambucano que envolve música, poesia, dança e objetos cênicos a partir do imaginário popular da região rural. Com intima ligação ao cotidiano do trabalhador canavieiro ao universo histórico representados no senhor de engenho e no escravo, adaptados as influências do cotidiano sócio  cultural da atualidade e que se desenvolve de forma dinâmica, envolvente e lúdica. Com apelo cômico e simbolismos religiosos, cenas intercaladas em diversas etapas de danças como: São Gonçalo, Coco e mergulhão, durante horas a fio. Assim a brincadeira avança pela madrugada até o amanhecer.

O folguedo conta com uma estrutura tradicional com um banco de samba, os personagens (figuras), o mestre e os galantes com seus arcos e fitas coloridas.

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As figuras do Cavalo Marinho se dividem em três classificações, as figuras fantásticas, as figuras humanas e as figuras animais. As fantásticas surgem do imaginário popular, como, o Babau, o caboclo de Arubá, a morte, o cão, figuras que não existem, em seguida vem as figuras animais, o boi, cavalo, ema, onça, macaco. Nas figuras humanas há personagens  como o varredor de rua, o vaqueiro, Mané do baile, Pisa Pilão, verdureiro, bicheiro, Mané do motor, inspirado no mecânico dos motores do engenho do capitão Marinho. O doutor, que na morte do boi ressuscita ele, o empata Samba, Mané do baile, os bodes, que são dois bêbados que atrapalham os galantes quando estão falando as loas, Mané pequenino, Caipora, Pataqueiro, o soldado. O Ambrósio, Mateus, Bastião e Catirina compõe as figuras fixas, presentes em toda a apresentação que pode chegar a 76 personagens.

Toda sambada é diferente, o folguedo trás várias particularidades, que vão desde sua duração que pode chegar a 12 horas sem interrupção em uma única apresentação, e também por ser diferente de outro folguedos, seus brincantes também se apresentam em outras agremiações fazendo das apresentações uma grande troca de experiências e proporcionando o constante movimento de influências de uma agremiação a outra.

O homem por trás da mascara.

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Ricardo Rocha conhecido como Maior, tem tatuados em suas pernas de um lado o cavalo marinho e de outro o maracatu de baque virado, brincante no Maracatu Estrela Brilhante a vinte anos, a oito anos no Cavalo Marinho, a cinco faz o personagem de Ambrósio no Cavalo Marinho Boi Brasileiro.

Uma vez no terreiro com um bocado de crianças, o mestre Biu Roque o chamou e disse: “A partir de hoje seu nome no Cavalo Marinha será “Maior”. Perguntado o porquê, o mestre disse que o nome dado foi por ele ser a maior criança que estava ali.

Ricardo mora em Sítio Novo a 84 km de Condado na Mata Norte de Pernambuco e diz que tantas as vezes que for chamado por mestre Luis (que após o falecimento de mestre Biu Roque assumiu o folguedo), ele virá atender para brincar  o cavalo marinho, “Só a satisfação de brincar e ser bem recebido é tudo para mim.” Além de ser uma promessa que ele fez a Mestre Biu Roque que era mestre de Cavalo Marinho, brincante de Ciranda, brincante de Coco, tocador de maracatu, brincante de babau, tocador de forró, onde certa vez pediu para não deixar morrer o Cavalo Marinho.“Cavalo marinho  é o alimento da minha alma”. Se depender dele e de muitos que lá estão, o cavalo marinho nunca irá se acabar.

“Falar de Biu Roque é a mesma coisa de falar de um avô pai de um irmão, um primo e de um filho, ele ensinou a respeitar as pessoas independente de onde estiver, para que as pessoas o respeite.”

Biu Roque e Luís deram o desfio a Ricardo de deixar de ser um dos galantes “para botar figura”. Ele diz se sentir respeitado, “fogoso”, importante, as atividades são muitas, puxar arco, botar figura, tocar no banco, bater pandeiro, rapar o bajo, balançar o mineiro, são algumas. A cultura popular é uma coisa que as sociedades tem que aprender.

Mestre Walter Ferreira de França é outro mestre  na vida de Ricardo, responsável por ensinar a tocar pandeiro, tocar maracatu, gostar de ciranda, gostar de caboclinho, bater zabumba de forró, cantar toada.

Apesar não ter aprendido a fazer versos improvisados, lembra de um decorado:

“meu pai muito avechado com minha mãe se casou, na ilusão do amor, terminei sendo gerado. Fiquei num canto apertado, sem ter calor nem frieza, sem praticar malvadeza, crime, vingança ou pecado, passei noves meses trancado, na prisão da natureza”.  

Uma das primeiras toadas feitas por barachinha para o maracatu.

O mestre José Mario guia seus galantes que dão o movimento e ritmo cheios de cores e evoluções com seus arcos em referência a temática religiosa do folguedo.

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Em resumo, é preciso viver a apresentação de um cavalo marinho, resistir a travessia da madrugada e absorver toda a riqueza cultural preservada pelos mestres e compartilhada com jovens.

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Cachoeira do Roncador

Pegando a estrada em busca das oportunidades que a natureza oferece para a gente ser feliz, fomos em busca de água, muita água, e provamos que há mesmo de tudo nestas terras nordestinas.

Na Paraíba sim senhor. Estamos falando da cachoeira do Roncador, que mesmo em meio a tempos de estiagem no nordeste, mostra toda a força e pujança do brejo, proporcionando um incrível espetáculo das águas. Próximo a cidade de Pirpirituba. Seguindo em um curto trecho de estrada de barro chega-se a uma área de estacionamento com alguns restaurantes em meio ao bananal, plantação predominante na região. A partir dali a caminhada a pé nos leva ao destino desejado, o trecho é estreito, enlameado e escorregadio, exigindo cuidados redobrados e muita atenção, tênis são bem vindos para garantir uma caminhada mais segura.

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Apesar de uma trilha um pouco difícil porém curta, não mais que 1km, se encontra o primeiro trecho do rio para atravessar e começar um pequeno trecho de subida, onde finalmente encontraremos a cachoeira do Roncador.

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O som das águas, o cheiro da vegetação e o clima ameno constituem uma bela recompensa seguidas do banho em pequenos tanques naturais ou mesmo na base da queda d´água.

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Para concluir, este atrativo é uma boa oportunidade de se conectar a natureza e ainda se deleitar com a linda paisagem da cachoeira.

Texto e fotos: Vlademir Alexandre

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Na scarpa da Borborema a aproximadamente 500 metros de altitude um conjunto de belas formas naturais estão guardadas para nós. Fomos lá conferir, e encontramos um lugar aconchegante, belo, de clima agradável e paisagens deslumbrantes.

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É verdade que a estrada não é legal, apesar da pouca distância da capital, aproximadamente 140 km (dependendo da rota). A estrada no trecho da RN 093 está repleta de buracos, por onde fomos e no trecho RN 003 por onde voltamos.

A região é de características secas, devido a um fenômeno conhecido como região de sota vento, que recebe nuvens do brejo de Araruna já sem forças e por isso com pouco poder de precipitação, que é ainda mais prejudicada pelas características de solo rochoso de granito, ficando impossível a perfuração de poços. Por outro lado, é por estas dificuldades a prefeitura mantem um tanque em meio as rochas para reserva de água, que por si só já é uma atração para se conhecer, pela bela forma e paisagem do entorno do tanque, um deleite para os olhos.

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Borborema, a região que ninguém habita, em tupi, já não atende a seu significado com tanta precisão, porém guarda em suas formações rochosas, serras, vegetação, lugares de belezas e possibilidades de experiências impares.

O lugar chamado Monte das Gameleiras de onde pode avistar as cidades de Campestre, Tangará, Eloi de Souza e Araruna, é um enorme conjunto de mirantes naturais de acesso por trilhas diversas, de pequeno grau de dificuldade em sua maioria, porém, com boas opções para os mais aventureiros.

As possibilidades de desfrute é grande, pode-se fazer trilhas a pé, bicicleta, passeios a cavalo, rapel, escalada, e conhecer cavernas. Há também a possibilidade de um encontro com a natureza na sua mais antiga forma, em inscrições rupestres, que datam entre seis e nove mil anos e marcam a ocupação do lugar pelos índios Cariris. Índios que ainda hoje tem descendentes na região do Mendonça do Amarelão em João Câmara.

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As inscrições rupestres estão próximas a cidade, 2km de distância, mas, não há sinalização indicativa adequada para chegar lá, o que exige um pouco de esforço para obter as informações, ou buscar apoio de guias locais. Para se ter uma ideia da importância histórica geográfica da região, as inscrições encontradas em Monte das Gameleiras datam mais antigas, três mil anos do que as de Lajedo de Soledade.

No quesito infraestrutura de hospedagem, há diversas pousadas com destaque para a pousada Pedra Grande onde ficamos hospedados. A pousada é construída em um conceito arquitetônico da Holanda e tem um belo e imponente moinho de vento, que faz do lugar um atrativo de contraste em meio as paisagens serranas. O serviço é muito bom, de boa culinária e um café da manhã bem servido. A hospedagem de doze apartamentos é confortável, mas não oferece TV, frigobar e interfone, mas afinal para quê, se o legal do lugar é ficar mesmo o mais desconectado possível do mundo urbano? Por outro lado pode se usar sinal de internet wifi, um pouco deficiente mas, suficiente para conferir os sinais de fumaça digital (rs). No restante a pousada tem piscinas e restaurante que oferece programação musical frequente para hospedes e público externo. Animais circulando pelas áreas de convivência e jardins também se tornam uma atração à parte.

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_DSC6285Outra boa pedida é comer no restaurante Galinha da Serra, ambiente acolhedor, boa comida e atendimento além de uma varanda para uma vista incrível. O restaurante fica na beira da estrada antes da cidade e da pousada Pedra Grande. Há também o Lá na Roça que serve uma comida saborosa a exemplo da galinha caipira de excelente tempero. Este fica pouco antes da cede da cidade, também na margem direita sentido Monte das Gameleiras.

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Vista do restaurante Galinha da serra.

Texto e fotos: Vlademir Alexandre

Obs. Agradecimentos ao professor Plínio Sanderson que contribuiu com várias informações, um defensor do desenvolvimento na região.

 

 

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Poço feio em Governador Dix-sept Rosado é mais uma das belezas naturais que sofre a depredação do homem.

Localizado na região de Sítio Bonito e ao longo do rio Apodi – Mossoró o Poço feio é sem dúvida um dos mais belos patrimônios naturais do Rio Grande do Norte. (mais…)

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